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domingo, 10 de março de 2013

O nada se faz

De alma
em alma
faz-sem almas
Com almas

Do corpo
no peito
sem medo
bem estar

Estar certa
de ser incerta
quando se está certa

Certo do incerto
que do nada se faz
acabando por estar feito

Ver ao longe
Acreditar no incerto
Sentir o indolor.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Nada se deve fazer.

Enxaqueca da alma
mal lavada
maltrapilha
mal criada.

Mal estar
do corpo
do peito
e do medo

Medo do certo
tão incerto
quanto certo

Certo de que
nada se pode
nada se deve
Fazer.

Fazer crer.
Fazer ver.
Fazer sentir.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Do horizonte de ninguém.

Ambíguo.
Ambíguo, eu disse.
Nem de menos, nem de mais.

Quase um infinito.
Eu diria um universo inteiro.
Aqui e acolá.

Afinal, quem pode?
dizer-me o certo
por-me um padrão
aqui?

Acolá que dirá!
Quase que pela culatra se sai.
Nem eu nem você
nem ninguém pode ver
Quando se está acolá.

Mentira!
De fato, enganoso!
Duvidoso!

Posso ver o que posso ver.
Todos podemos. Estamos vendo.
Mas o demais é nós quem decidimos.
Aqui sempre fica de fora, e acolá nem se cogita.

Viu só?
O verso se foi pra lá.
Longe, à perder de vista.
Quase além do horizonte!

Do meu
do seu
do nosso
de todos.

Mal sabe.

Eu poderia evocar Eros,
ainda melhor:
Eros o agridoce.

Quanta besteira!
Não poderia,
tanto quanto roubar.
De menos, matar.

Não o conheço.
Como poderia eu saber?
Dos seus gostos?
Para então encantá-lo?

Mas confesso,
gostaria bastante.
Você bastante aqui.
Ao meu lado.
Com ou sem encanto.

Já não mais sei.
Qual o fulano da vez?
Ouvir dizer que agora...
agora é Ciclano.

Batutas são vocês.
Talvez eles também,
quiçá até nós.

Deixe disso.
Já muito me delonguei.
Eros não veio,
nem virá.

De qualquer maneira,
ainda posso fazer meu agridoce.
Decerto que com ele seria melhor.
Mas...

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

É mesmo um fantasma. Digo, sou.

Quase um fantasma.
Um fantasma de mim mesma.
Eu mesma de fantasma.

Talvez uma índia.
Já há tanto morta.
Lembrança remota.

Vendo assim, uma sombra.
Menos que uma sombra.
Uma penumbra.
Ou mais.

Talvez uma estrofe quebrada.
Com menos de três versos.

Mais que isso.
Um texto sem nexo.
A comparação sem como;
transformou-se em metáfora.

Talvez um fantasma de fato.
Eu nunca vi.
Nunca me vejo.
Me olho;
mas não me enxergo.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Quando chapada eu posso tomar posse da Terra!

Sinto como estar...
estou chapada.
Mais do que chapada
estar/estou dopada.

Ah, mas que entorpecente é
...seria o ar caso ficasse...
está pesado, tão turvo quanto
estaria/está minha visão.

Eles insistem em me fechar
eu sinto estar...
eu estou cedendo.

Só mais um empurrão.
Só mais um empurrão
e a terra será/já foi nossa.
Foi o que eles disseram/dizem.

Não mais cederei
Arranco-te os miolos
seja como for
o ar denso sobre minha mente
não mais. Não mais.

Eles tentaram/tentarão
Colocarão a culpa na cafeína.
Eu chamo isso de ser/fui
Ainda sou!

Só mais um empurrão.
Vamos, quero continuar
estar/estou chapada.
Não mais cederei.
Só mais. Não mais.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Um lugar, fixo.

Quão tristes são os lugares.
Lugares fixos.
Eternamente fixados
em seus pontos fixos.

Eles têm memória
Tudo que aconteceu ali
ali ficou fixado
naquele lugar fixado.

Mas se nada acontece
nada acontece.
De nada se lembra
nada se fixa.

Eu não queria ser um lugar
eu até queria ser fixa
Mas não consigo ser fixada
num ponto fixo.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Mais que confortante, é viciante!

Uma ponta na ponta.
Na ponta do estômago
do coração, da cabeça ou do corpo
é de fato uma pontada!

Ah, dói, dói na alma.
Dói na essência.
Ah, não se dissipa.
Dói que se vê.

Eu não pedi que parasse.
Faz favor demônio,
volte aqui com essa faca.

Sua voz me soa ao fundo.
Me entorpece, me adormece.
Eu penso que é calmante.
Mas em verdade é ensurdessante.

Eu já disse, não pedi que fosse embora.
Eu quero sentir essa dor até o fim.
E eu não quero que tenha fim.
Não até o fim...

Não até eu dizer que acabou.
Dizer que agora pode ir.
E eu posso, a qualquer momento,
pedir que vá.
Mas fique, fique até nunca mais!

Talvez seja triste.

Já não sinto mais o corpo
O ar aqui já é mais que rarefeito
e de tempos em tempos posso sentir.

Não sei se sinto de fato
talvez sejam só devaneios mais que devaneios.
É uma pressão contra meu corpo
Deve ser a terra que fora jogada em meus restos.

Não estou morta!
Preste atenção, não estou morta.
Mas vocês estão me matando viva.
Já posso sentir os vermes que assim como vocês
querem que eu seja decomposta.

Eu me esforço.
Preciso voltar à superfície.
Mas já não é mais possível.
Sou eu contra o mundo.
E eu não tenho um Deus.
Sou eu, só eu mesma.

Espero apenas que chova.
Torrencialmente.
Quero ter calos e senti-los doer.
Quero sentir apenas uma última massagem.
Quero apenas poder observar o belo.
Já não preciso mais vivê-lo.
Por mim tudo bem, vocês venceram.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Não é necessário nada!

Paremos, pensemos e olhemos; lá para trás...
Sou eu que estou mais exigente ou foi você que retrocedeu?
Nada mudou?
Ora, desde quando passou a mentir para mim?
O que é esse zumbido?
Dizem que é das almas que habitam lá no fundo.
Que fundo?
Aquele lá; o chamado fundo do baú.
Onde escondemos todos os nossos desejos sórdidos,
frustrações e verdades.
A parte mais bonita, ou melhor:
- A única parte bonita e não contaminada do ser humano.
Mas então porque a escondemos?
Porque um dia veio alguém que se dizia melhor que os outros e nos disse que isso é errado!
E ninguém até hoje resolveu contestar?
Pessoas ignorantes e alienadas são mais felizes;
contentam-se com pouco.
Mas ora que é isso garoto, nem parece que estou a tempos lhe guiando.
Como espera dominar o caos quando eu sucumbir?
Como espera que eu fique tranquilo se não achar que honrarás meu nome?
Esqueceu quem sou? Esqueceu onde está?
Isso aqui é o inferno não a pré-escola!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Estranho

Eu sofri.
Sofri por te amar
e por saber do seu amor por mim!
Sofri por mim é claro...
Mas sofri principalmente por você
e por saber o mal que eu estava lhe causando...

MENTIRA, mal coisa nenhuma.
Amor coisa nenhuma.
Oh por favor, isso foi mais que um tapa na cara.
Isso foi mais que palavras ao vento.
Isso foi o fim!

Amor?
Você sabe o significado disso?
Já sentiu alguma vez?
Ah claro, deve ter sentindo sim...
Por si próprio,
já que só pensa em seu próprio bem...

Ótimo, eu adorei!
Estou melhor agora,
não preciso mais me crucificar pelo seu sofrimento!
Não preciso mais me preocupar com você,
já que agora sei de todas as suas mentiras...

Oh por favor, não se sinta culpado
volte a sorrir, a culpa foi minha,
eu quem fui idiota de te amar e deixar você saber da existência de tal amor.

Por favor seja feliz,
viva sua vida e continue assim
fingindo que nada aconteceu,
afinal não aconteceu mesmo, sempre esteve tudo bem,
só quem ama de verdade sofre de verdade!

Afinal, quem é você?
Será que posso te conhecer de verdade agora?
Olha só eu sendo tola novamente...
É claro que não posso...
Você é, foi e sempre será um estranho!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Estou Aqui!



Não sei mais como agir, 
não sei mais o que falar, 
não sei mais quando, 
não sei mais até quando...

Eu sei que você não está normal! 
Sei que você não está bem 
e sei que você está sofrendo.

O que não sei 
é o motivo de tentar esconder tudo isso
o motivo de tentar me enganar!

O que não sei
é se você realmente pensa que estou acreditando
acreditando no seus sorrisos cheios de lágrimas.
Acreditando no brilho dos seus olhos
que estão apenas esperando ficar a sós
para então derramar rios de lágrimas!

O que não sei
é por que você não confia em mim.
Por que não deixa eu cuidar de você!
Por que não deita no meu colo
e me deixa te acariciar até você adormecer...

Mas eu sei
E quero que você saiba que sei.
Quero que saiba também que te amo
amo tanto que fingirei não saber
e ficarei ao seu lado apenas observando.

Quando quiser chorar eu estarei aqui.
Posso chorar junto
Ou te fazer sorrir
É você quem escolhe!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Vazio tão cheio

Todos tão todos.
Todos tão ágeis e úteis.
Todos tão cultos.
Todos tão todos.


Todos tão ninguém.
Todos tão acomodados e inúteis.
Todos tão tolos.
Todos tão ninguém.


Todos tão cheios de si.
Todos tão vazios de si.
Eu tão cheio de mim.
Eu tão vazio de mim.


Todos tão cheios do mundo.
Todos tão vazios do mundo.
Eu tão cheio do mundo.
Eu tão vazio do mundo.


Cansei.
De ser útil, é tolice tal coisa.
Inútil ei de ser.
Inútil, sou tanto que nem mesmo sirvo para deixar de ser útil...


Cansei.
Não quero mais entender
Pois não quero ter que explicar,
e nem ouvir explicações.


Cansei.
De quê?
Disto.
Disto o que?
Tudo.
Tudo o que?
Não explicarei.


Deveriam vocês cansar-se também.
É mais normal.
É mais natural.
É mais fácil.


Isso é a vida.
Isso é viver.
Cansar-se.
Jogar tudo aos ares
E simplesmente viver.


segunda-feira, 25 de abril de 2011

Sorriso

Correra como nunca antes em sua vida
Chorara como nunca antes em sua vida
Sentira medo como nunca antes em sua vida

"Vivera como nunca antes em sua vida"
Pena que fora nos últimos minutos...

Agora ele estava ali
Adentrando naquele quarto escuro e malcheiroso 
Emanava satisfação de todo seu corpo

E dela,
somente medos...
E arrependimentos.

Não posso, agora não.
O que fiz da vida?
Nem mesmo consegui dizer...

Pensamentos interrompidos.
Um olhar, um sorriso.
Um sorriso maquiavélico, branco e lindo.

Porém, medonho, diria ela.
Contudo lindo.
Sim, era como ver o por do sol do avesso.

"Você pode fazer disso um sonho
se quiser,
Querida"

A garganta foi cortada.
O sangue jorrou.

O coração parou...

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Não sei...

Não sei...
Porque sou estúpida.
Porque falo merda.
Porque te ignoro...


do nada.


Não sei...
Porque fico com raiva de você.
Porque tenho vontade de te bater...
e te mandar sumir da minha vida...


do nada.


Não sei...
Porque tenho vontade de chorar ao pensar em você.
Porque te quero todo tempo ao meu lado,
e só te imaginar você ao lado de outra...


tenho vontade de sumir!


Agora eu sei...


Eu te amo,
aquele amor real sabe?
Aquele que não precisa ser dito explicitamente,
aquele que de longe se percebe!


E morro,
morro de ciúmes de você...


Agora eu sei...

Sejamos Claros

É isso que queres?
Então está cerrto.
Usarei o registro.


Me adequarei à você,
isto é,
falarei de forma...
ou melhor não falarei, latirei...


Chega de eufemismos!
Chega de agrados e elogios que mais soam como murros!
Chega de você!


E você também!


Chega de sorrisos!
Não gosto de você e não...
Não vou dar a outra face!


Retribuirei com outro murro!
Mas não o farei às escondidas...
Nem mesmo isso você merece!


Mas é claro que você está assustada...
E pra assustada quero dizer:
"Pare de fingir, você não tem talento pra atriz!"


Olhe à que ponto chegamos!


Já não está satisfeita?
Já não chega?


Não!


Porque você tem medo!
Medo de saber o que você realmente é!
Medo de saber que não...
Não concordamos com você!


E não...
Não me calarei mais,
e peço, encarecidamente, que faça o mesmo!





quarta-feira, 13 de abril de 2011

Está Errado

Sou uma má amiga
Sou uma má aluna
Sou uma péssima filha!


Sou um mal exemplo
Sou um mal feito
Sou um péssimo gosto!


Sou uma má ser-humana
Sou uma má leitora
Sou uma péssima escritora!


Sou boa somente em errar...

quinta-feira, 24 de março de 2011

Parou/Passou/Parou

Já fui. Voltei e revoltei-me.
Nasci
Morri
Ressurgi...
Morri.

Conheci.
Convivi.
Amei.
Odiei.

Matei.
Fui preso.
Inocentado.

"O tempo não para"
Dizem eles.

O tempo não para...
...o tempo não para...

O tempo parou!
...

O tempo não para!

terça-feira, 15 de março de 2011

Socorro!


Eles andam
Param
Não...
...Estavam antes assim....
...só fizeram permanecer!

Travados
Parados
Presos
Um ao outro.

Um baque
Um adeus
Um desvencilho.

Eles tentam e tentam...
...e tentam...
Movimento de somente idealização possível.

Um entendimento
Um grito
Um pedido...

Socorro!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Ali dentro...

Ali...
Naquele canto escondido.


Ali...
No canto mais escuro.


Ali...
Esquecido por todos.


Era onde você estava...


Poderia ter continuado lá.
Deveria!
Ter continuado lá.


Mas...
Resolvestes reaparecer...
Assim...


Assim mesmo.
Do nada.
Como um susto.


E eu?
Bom eu não esperava...


Desmoronei.
Não sei se posso...
Não sei se quero...
Não sei se consigo...


Me levantar novamente...
Com você assim...


...tão perto.


Pegue a primeira à esquerda...
Siga reto e continue...
Até que o Diabo o carregue.


Suma novamente!...
...mas desta vez Para Sempre.